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ARTIGOS

" Em jornadas muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos (II Coríntios 11.26)."

A crise chegou: E agora?

Humberto Campos Lago (*)

E a crise chegou: no campo e na cidade, rápida e grave! Algumas empresas estão preparadas para conviver com ela; entretanto, a maioria expressiva está desorientada e perplexa. O quê fazer? Como reagir a ela? Que prioridades adotar?

Toda a crise requer da diretoria visão e postura adequadas, seguidas de atitudes apropriadas, segundo as circunstâncias. Qualquer que seja sua atividade econômica, gostaria de propor-lhe alguns "remédios", objetivando minimizar seus efeitos maléficos e, adicionalmente, conceder-lhe um certo fôlego, para uma boa re-estruturação interna :

1.-Plano Emergencial. Toda organização deve ter um plano emergencial para enfrentar os momentos de crise. Quanto maior ela for, mais drásticas e profundas, mais doloridas e imediatas deverão ser as providências corretivas. Lance novos produtos e/ou serviços, implemente uma estratégia alternativa para conquistar novos mercados, crie novos canais de distribuição e venda;

2.-Custos Fixos x Variáveis. No nosso país, ao contrário das nações desenvolvidas, ainda não existe uma preocupação, por parte dos administradores, em estabelecer um limite máximo para o tamanho da administração (ou seja, dos custos fixos em relação às receitas). Isto é gravíssimo, podendo ser mortal! Como conseqüência, muitas organizações mantém custos fixos exorbitantes e, por isso mesmo, irão requerer ajustes ainda mais profundos;

3.-Performance. A maioria dos problemas empresariais é provocada pela baixa performance funcional. Portanto, aproveite a oportunidade para sanar este problema;

4.-Decisões, Rapidez e Austeridade. Tome decisões acertadas e implemente-as com rapidez. Seja objetivo e criterioso no processo de ajustes, partindo sempre dos valores mais expressivos. Tudo o que não for essencial aos negócios deve ser descontinuado. Utilize também os remédios tradicionais (redução da jornada e dos salários, dos níveis hierárquicos e prestadores de serviço, de férias coletivas, agrupe departamentos bem como áreas); e

5.-Reservas. Grandes corporações costumam manter uma reserva financeira, para os momentos de turbulência, equivalente a 100% dos custos fixos anuais, e um seguro contra lucros cessantes. Crédito bancário não é reserva, porque na hora da crise ele desaparece! A propósito, o nível de suas reservas financeiras livres cobre quantos meses de custo fixo?

Concluindo: Bem-vinda a crise porque ela elimina do mercado os incapazes, dá oportunidade aos ousados e valoriza os competentes. Como diz o texto acima, os perigos fazem parte da jornada e, ainda que graves, sempre possibilitam melhorias operacionais, avanços mercadológicos e, por decorrência, a sustentabilidade dos negócios. Eu creio nisso!

(*) Humberto Campos Lago é Consultor Empresarial e Diretor da PROSPERUS.

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